Rui Rocha considera que Montenegro está a empobrecer campanha ao recusar debates
O presidente da IL, Rui Rocha, considerou hoje que o primeiro-ministro, Luís Montenegro, está a empobrecer a campanha para as legislativas ao recusar participar em alguns debates, desafiando-o a marcar presença.

“A IL está nesta campanha para discutir, para debater, para apresentar soluções. Ora, quem não está disponível, seja por que motivo for, para estar presente nos debates, empobrece esta campanha, empobrece a discussão”, afirmou o líder da IL, em declarações aos jornalistas à margem de uma visita à Futurália, em Lisboa.
Questionado sobre notícias que avançam que Luís Montenegro só aceita participar em debates televisivos com os líderes de PS, Chega, IL e PCP, indicando o líder do CDS-PP, Nuno Melo, parceiro de coligação, para debater com BE, Livre e PAN, Rui Rocha
Rui Rocha disse que a IL “estará presente em todos os debates com o seu presidente”, desafiando “todos os líderes de todas as coligações e partidos a enriquecerem o debate não fugindo dele, estando presentes”.
“Portanto, nós queremos mesmo continuar a desafiar Luís Montenegro a que esteja presente nos debates, que esclareça os portugueses e não faça ele um juízo sobre a relevância ou irrelevância de alguns partidos”, sustentou.
Rui Rocha foi questionado se não teme que esta campanha fique marcada pelo debate de casos e casinhos e não pelas políticas, tendo prometido que, no que se refere à IL, a campanha será feita “pela positiva”.
“Desafio-vos a verem, por exemplo, os cartazes da IL que começaram a surgir por todo o país. Qual é a mensagem? Confiança, coragem, trabalho, rigor. Outros estão entretidos a insultarem-se uns aos outros, a discutir se são insultos ou não, a pedirem a entidades judiciais para intervirem. Nós não estamos nesse cumprimento de onda”, disse, numa alusão à polémica relativa aos cartazes do Chega, que motivaram Luís Montenegro a interpor uma providência cautelar.
Quanto ao motivo pelo qual se apresentou às legislativas como cabeça de lista pelo distrito de Braga, Rui Rocha justificou que “é o que fez sentido” porque é onde se encontra a sua comunidade, onde se casou, os filhos nasceram e onde estão os seus sogros.
“Não há nada mais determinante numa decisão desta natureza do que apresentar-me a eleições pela comunidade a que pertenço. Eu sei que há quem faça outro tipo de escolhas, que queira até ser candidato por Braga para influenciar a discussão com o Presidente dos Estados Unidos. Eu apresento-me por Braga nos interesses do meu país e da minha comunidade”, disse.
Rocha aludia ao facto de o fundador e ex-coordenador do BE Francisco Louçã ter sido anunciado como cabeça de lista do partido também em Braga e, em entrevista ao jornal Público, ter dito que tinha decidido candidatar-se por haver atualmente “um fascista na Casa Branca”.
Na visita à Futurália, Rocha foi interpelado por alguns jovens que lhe pediram para tirar fotografias, apesar de alguns assumirem que não o conheciam. O líder da IL defendeu que os jovens precisam de ter “salários mais competitivos, trabalho mais estimulante, soluções na habitação” e também para quando decidirem “constituir família”.
“Há uma proposta integrada da IL, mas o crescimento económico é a alavanca que puxa o país para a frente, que acelera o país. Portanto, o que nós queremos dizer aos jovens é: contem com a IL para a coragem de tomar medidas que trazem crescimento económico para Portugal”, disse.
TA // SF
By Impala News / Lusa
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