Valorização das ações da Xiaomi tornam fundador no homem mais rico da China

A subida de 5,8% na cotação das ações da chinesa Xiaomi, na quarta-feira, tornou o fundador e diretor executivo da tecnológica, Lei Jun, no homem mais rico da China, noticiou a imprensa local

Valorização das ações da Xiaomi tornam fundador no homem mais rico da China

Lei, que é também o maior acionista da Xiaomi, terá assim ultrapassado o magnata Zhong Shanshan, fundador da empresa de água engarrafada Nongfu Spring, e outros bilionários do setor tecnológico, como Pony Ma, chefe da Tencent – o maior vendedor mundial de jogos de vídeo e criador da rede social WeChat – e Zhang Yiming, líder da ByteDance, dona do TikTok.

Segundo a publicação Forbes, Lei Jun tem uma fortuna equivalente a cerca de 41,5 mil milhões de dólares (39,6 mil milhões de euros), um valor muito superior aos 10,9 mil milhões de dólares (10,4 mil milhões de euros) que tinha em 2024.

Nos últimos 12 meses, as ações da Xiaomi na Bolsa de Valores de Hong Kong subiram 286%.

A valorização é justificada pela incursão da empresa no emergente setor dos veículos elétricos e pelos apoios avançados pelas autoridades chinesas para a compra de produtos eletrónicos, como telemóveis e ‘tablets’.

Lei disse no início de fevereiro que está a estudar formas de a Xiaomi acelerar a produção de carros elétricos, depois de o ‘sedan’ SU7, o primeiro modelo da empresa tecnológica, ter batido até as previsões internas ao ultrapassar as 135 mil vendas até ao final de 2024, após o lançamento em março do ano passado.

A Xiaomi deve também revelar hoje o telemóvel Mi 15 Ultra, o mais recente modelo topo de gama, e novas funcionalidades da versão mais exclusiva do SU7, denominado SU7 Ultra.

A Xiaomi planeia lançar este ano o seu primeiro SUV (automóvel utilitário desportivo) elétrico, o YU7 – um potencial rival do Tesla Model Y -, com Lei a revelar que o objetivo é vender 300 mil veículos até ao final de 2025.

 

JPI // VQ

By Impala News / Lusa

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